terça-feira, 2 de agosto de 2011

Vale amplia investimentos no Pará em 5%.

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02/08/2011

No total, a empresa investiu US$ 1,6 bi no 2º trimestre e US$ 3,2 bi este ano

A Vale investiu US$ 1,6 bilhão no Pará no segundo trimestre de 2011, com aumento de 5% em relação aos primeiros três meses do ano. Ao todo, foram investidos US$ 3,2 bilhões no Estado no primeiro semestre de 2011. Os investimentos socioambientais no Estado atingiram US$ 37,2 milhões, com acréscimo de 31% em relação ao primeiro trimestre (US$ 28,5 milhões), e somaram US$ 65,7 milhões no primeiro semestre do ano. Comparado a igual período de 2010 (US$ 59,3 milhões), o segundo trimestre teve aumento de 11% nos investimentos.

Conforme dados da Vale, a mineradora fechou o segundo trimestre com 18.948 empregados, entre próprios e terceiros permanentes. Foram contratados 1.208 profissionais pela empresa durante o período. Além disso, projetos em implantação no Estado estão gerando cerca de 8,5 mil empregos em canteiros de obras instalados em território paraense.

A produção de minério de ferro alcançou 80,3 milhões de toneladas no segundo trimestre deste ano, no que foi o melhor desempenho da empresa em um segundo trimestre, com aumento de 12,2% sobre igual período anterior e ganhos em todos os sistemas: Norte, Sudeste, Sul, Centro-Oeste, assim como na Samarco.
O Liberal

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Vale: minério de ferro manterá preço no 3ª trimestre.

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01/08/2011

SÃO PAULO - O diretor executivo de Marketing, Vendas e Estratégia da Vale, José Carlos Martins, disse, durante teleconferência com analistas, que o preço do minério de ferro deve se manter estável no terceiro trimestre. Segundo o novo modelo de precificação do minério de ferro, o valor da tonelada da matéria-prima será reajustado a partir da média das cotações do mercado spot da China entre os meses de junho, julho e agosto.No novo sistema, se o preço for alterado em 5% para baixo ou para cima, não há mudança nos valores dos contratos.

A Vale trabalhou no segundo trimestre de 2011 com um preço médio de US$ 145,30 por tonelada para comercializar seu minério de ferro, segundo informou a mineradora, ontem, em seu balanço. O valor representa um aumento de 15,14% sobre os US$ 126,19 registrados no primeiro trimestre deste ano, e de 58% comparado a igual período de 2010.
OEstado de São Paulo

Vale vê aumento de compras pela China no 4o trimestre.

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01/08/2011

A Vale continua apostando na demanda da China e prevê incremento de vendas para o país asiático no quarto trimestre deste ano, depois de uma prevista estabilidade no terceiro trimestre, disseram executivos da mineradora em teleconferência para comentar o resultado divulgado na véspera.

A empresa divulgou lucro recorde para um segundo trimestre, de 10,3 bilhões de reais, aumento de 55 por cento em relação há um ano. O resultado no entanto ficou um pouco abaixo das estimativas, o que puxou a queda das ações da empresa nesta sexta-feira.

O presidente da Vale, Murilo Ferreira, afirmou estar otimista com a economia chinesa, que no segundo trimestre contribuiu com cerca de um terço da receita da Vale, e disse que a inflação do país asiático será decisiva no segundo semestre.

"A inflação na China é um elemento chave e cria uma certa preocupação, eu acho que nós podemos ver alguma melhoria no segundo semestre do ano e estamos absolutamente positivos sobre o futuro da China", afirmou Ferreira.

Também presente na teleconferência, o diretor de Marketing, Vendas e Estratégia da mineradora, José Carlos Martins, reforçou a previsão positiva.

"Eu vejo uma situação estável no terceiro trimestre e a possibilidade de algum incremento no último trimestre, isso é o que normalmente acontece no mercado chinês, porque as pessoas tentam conseguir um pouco mais de minério para enfrentar o inverno", explicou.

"Mas não vemos grandes mudanças no mercado no segundo semestre, acredito que estaremos quase no mesmo nível que estivemos no primeiro semestre", complementou.

JULHO BOM

Ao ser perguntado por um analista se no terceiro trimestre o preço de realização do minério de ferro poderia subir cerca de 7 dólares por tonelada sobre a média de 145,30 dólares a tonelada do segundo trimestre, Martins afirmou que "é um cálculo razoável, limitou-se a dizer.

As chuvas, que prejudicaram os embarques no segundo trimestre --decorrendo em menores volumes embarcado e piora da qualidade do produto--, já ficaram para trás segundo os executivos da empresa, e não vão afetar a meta de produção de 310 milhões de toneladas em 2011.

"Julho tem sido um mês muito bom, tivemos o final da temporada de chuvas, então provavelmente tivemos um dos melhores meses de nossa história, e com isso continuamos mantendo a nossa previsão para o ano, de 310 milhões de toneladas (de minério de ferro)", informou o diretor financeiro, Guilherme Cavalcanti.

Além do minério de ferro a empresa destacou o níquel como um dos focos da sua atuação --assim como cobre, carvão e fertilizantes, onde quer aumentar atuação--, e informou que no segundo semestre deste ano a produção de níquel atingirá a capacidade plena.

"Basicamente terminamos a reconstrução do segundo forno em Subdury (Canadá), o que significa que estaremos de volta, a plena produção... Claro que você pode assumir que na segunda parte do ano estaremos produzindo 100 por cento em todas as operações (de níquel)", disse o diretor executivo de Operações de Metais Básicos, Tito Martins.
O Estado de São Paulo

Vale estuda investir em siderurgia para garantir demanda por minério.

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01/08/2011

RIO - O presidente da Vale, Murilo Ferreira, disse em conferência telefônica para analistas financeiros que a mineradora avalia o investimento em projetos de siderurgia como uma maneira de ter segurança de demanda futura pelo minério de ferro no Brasil e, assim, recuperar fatia de mercado perdida no país.

“Por meio desses projetos podemos criar uma demanda cativa pelo nosso minério de ferro. Estimamos ter aproximadamente 230 milhões de toneladas de minério de ferro provenientes de Carajás no futuro”, disse Ferreira, acrescentando que a produção atual de Carajás é da ordem de 100 milhões de toneladas.

“É impossível construir um novo Carajás, sem conhecer a demanda da comunidade”, afirmou, referindo-se ao incremento de produção que estima para o projeto no Pará.

Ele não deu mais informações sobre quando a Vale estima atingir o novo patamar de produção em Carajás. Procurada após o término da conferência, a assessoria de imprensa da mineradora não tinha alguém disponível para esclarecer ou prestar mais informações.

De acordo com o diretor de Marketing, Vendas e Estratégia da companhia, José Carlos Martins, trata-se de um assunto estratégico. Hoje a Vale não tem plantas de siderurgia, mas sabe ter demanda suficiente para seus produtos. “Essa é a situação de hoje, mas nunca sabemos o que pode acontecer no longo prazo”, afirmou Martins.

O presidente reforçou a importância estratégica desses investimentos combinados em siderurgia e mineração. “É muito importante reconquistar a fatia de mercado que perdemos no Brasil”, informou ele, ressalvando que a companhia manterá a disciplina nos investimentos e deve cumprir os US$ 24 bilhões previstos até o fim do terceiro trimestre do ano que vem.
Valor Econômico

Dilma pede rapidez na análise de royalty da mineração, diz Lobão.

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01/08/2011

A presidente Dilma Rousseff pediu para o Ministério da Fazenda acelerar os estudos sobre eventual alta nos royalties da mineração, disse nesta sexta-feira o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. O Ministério de Minas e Energia pretende elevar a cobrança de royalties de alguns minérios, mas para isso a tendência é de que haja uma redução de impostos, como uma compensação.

É essa possibilidade de compensação tributária para o aumento dos royalties que está, há meses, sendo analisada pela Fazenda. "A questão dos royalties está com a Fazenda, que recebeu uma recomendação da presidenta para acelerar", disse Lobão, após participar do balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Segundo o ministro, em cerca de 30 dias o governo deve encaminhar ao Congresso pelo menos os outros dois projetos de lei no novo código de mineração: o que trata do marco regulatório e o que cria a agência reguladora do setor. Ambos já estão sendo discutidos com a Presidência da República.

"Não concluímos as avaliações que estão sendo feitas já no Palácio (do Planalto) com a presença da presidenta Dilma. Fizemos a primeira avaliação com ela, houve avanço, mas nós precisamos voltar depois de pequenos ajustes para que ela tome a decisão final", disse Lobão.
Jornal Dia Dia

Preços de minério da Vale ficarão estáveis no terceiro trimestre.

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01/08/2011

Para os três últimos meses do ano, expectativa é de um leve aumento nos valores, devido ao fortalecimento da demanda

A Vale informou a estimativa de que os preços de minério de ferro no mercado internacional devem ficar estáveis no terceiro trimestre do ano. Pode ser que haja um leve aumento nos últimos três meses do ano, devido à demanda um pouco maior nos preparativos para o inverno no Hemisfério Norte.

De acordo com o diretor-executivo de Marketing, Vendas e Estratégia da Vale, José Carlos Martins, o novo modelo de precificação é baseado na média dos preços do mercado à vista da China. Se o preço for alterado em 5%, para cima ou para baixo, não há mudanças nos valores dos contratos. "Hoje, olhando a situação, já temos dois meses nesse trimestre, a indicação é que teremos o preço estável. Não teremos mudança, seja para cima ou para baixo", afirmou durante teleconferência com analistas.

Ele vê um balanço entre oferta e demanda e acredita que isso vai se manter no terceiro trimestre. "Há uma possibilidade de incremento da demanda no último trimestre, compra-se um pouco mais de minério para o inverno. Mas não vemos grandes mudanças no segundo semestre, acreditamos que estaremos no mesmo nível", disse Martins.

No segundo trimestre do ano, o preço médio da Vale foi de US$ 145,30 por tonelada de minério de ferro, com alta de 15,14% ante os US$ 126,19 registrados no primeiro trimestre do ano. Na comparação com equivalente período do ano anterior, a alta foi de 58%.
IG

Governo estuda aumentar royalty cobrado pela exploração industrial de metais nobres.

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01/08/2011

Brasília – O novo marco regulatório para o setor de mineração, que está sendo concluído pelo governo federal, poderá contemplar um aumento dos royalties para alguns tipos de metais nobres, como o do ouro, que é explorado industrialmente. Segundo o secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, Claudio Scliar, o governo quer equiparar os valores cobrados com o que é praticado atualmente em outros países.

“[Com] O ouro, como outros metais preciosos ou que são muito comercializados no mundo, vamos procurar seguir a tendência mundial”, explicou. Atualmente, a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) – que é o royalty que incide sobre os minérios – para o ouro industrial é de 1% sobre o faturamento da exploração. Na Austrália, por exemplo, o royalty do ouro industrial é de cerca de 3%.

Scliar garante que não deverá haver aumento para o ouro extraído artesanalmente, que atualmente tem a CFEM estabelecida em 0,2%. Por outro lado, pode haver a redução de outros tipos de metais com uso amplo, como a areia, por exemplo, que é utilizada pela construção civil.

De acordo com Scliar, o marco regulatório deve ser enviado ao Congresso Nacional no segundo semestre.
Agência Brasil

Minério de ferro ainda caro deve garantir novo lucro recorde para Vale.

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01/08/2011

A notícia dada em conferência telefônica pela Vale de que os elevados preços do minério de ferro no segundo trimestre devem permanecer estáveis no terceiro deixou animados gestores e analistas que acompanham a mineradora.

Eduardo Roche, chefe de análise do Modal Asset, já trabalha com a expectativa de um resultado melhor para a Vale no período de julho a setembro, depois do lucro recorde registrado no segundo trimestre deste ano.

Mesmo com as incertezas do cenário internacional, Roche acredita que o mercado de minério tende a continuar apertado e a China vai permanecer como o motor das vendas da Vale.

Segundo Roche, a geração operacional de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) deste trimestre que já começou pode superar os R$ 14, 8 bilhões alcançados no anterior. Isso porque, no mix de exportação da companhia, deve haver mais minério de Carajás (PA), que tem maior teor de ferro (66%), e portanto é mais caro que o de Minas Gerais. No segundo trimestre, as chuvas no Norte do país reduziram os embarques do minério de Carajás, o que resultou numa média de preços menor.

O chefe de análise do Modal Asset acredita que o preço do minério no terceiro trimestre pode superar os US$ 145,30 atingidos no segundo. "Os analistas previam um preço entre US$ 152 e US$ 154 a tonelada, mas isso não aconteceu." O fato acabou impactando negativamente o Ebitda e a margem Ebitda no balanço divulgado na quinta-feira. Apesar da margem Ebitda ter vindo muito forte (59%), ela ficou aquém das expectativas e frustrou o mercado, que previa algo como 62%. "Isso se refletiu na ação preferencial da Vale", disse Roche. Na sexta-feira, o papel teve queda de 1,43%, sendo cotado a R$ 45,61.

Em relatório, a corretora Ágora ressaltou o bom desempenho operacional da Vale no segundo trimestre, mas considerou como fator negativo o pagamento (na sexta-feira) de R$ 5,8 bilhões referente ao processo judicial sobre a inclusão de receitas de exportação na base de cálculo para incidência da contribuição social sobre o lucro líquido. O montante não influiu no lucro líquido do segundo trimestre, pois estava provisionado.

Roche calcula, porém, que esse valor vai incidir sobre a geração operacional de caixa do terceiro trimestre, bem como os R$ 2 bilhões anunciados para a oferta pública de aquisição da Vale Fertilizantes e mais os US$ 3 bilhões anunciados como remuneração extra aos acionistas. "A alavancagem pode aumentar um pouco sobre o Ebitda, mas a geração de caixa será maior, garantindo um melhor resultado. A Vale tem estrutura de capital confortável para absorver essas novas despesas."

Os analistas da Concórdia Corretora avaliaram o balanço da Vale como muito positivo. E destacaram o fato de que o bom resultado foi impulsionado pela ótima performance de minerais ferrosos, que levou a Vale a registrar a maior margem Ebit (71,4%) de sua história.
Portos e Navios

terça-feira, 26 de julho de 2011

Canadenses fazem 'corrida do ouro' no Maranhão.

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26/07/2011

Atraídas por uma alta nos preços dos minérios de até 200% entre 2005 e 2010, empresas estrangeiras, sobretudo as canadenses, estão avançando sobre jazidas brasileiras em busca dessas riquezas e começam a redesenhar o mapa da mineração no país. Há pelo menos cinco projetos em desenvolvimento que somam investimentos de US$ 7,3 bilhões até 2015/2016. Todos eles em regiões sem tradição mineral ou onde a atividade mineradora tinha como foco substâncias distintas das que estão sendo exploradas hoje. No radar das multinacionais está um amplo leque de elementos, de minério de ferro a ouro, passando por minerais considerados estratégicos pelo governo, como o potássio, usado na fabricação de fertilizantes e cuja produção nacional não atende a sequer 10% do consumo.

O ouro, que superou a marca de US$ 1.600 a onça-troy (31,1g) na semana passada, viu seu preço médio saltar 200% entre 2005 e 2010. Isso motivou dois projetos numa área remota no Maranhão, conhecida como Gurupi, no noroeste do estado, onde se pratica garimpo ilegal. Juntas, as duas novas minas vão produzir 210 mil onças por ano ou seis toneladas anuais, 10% da produção nacional em 2010.

Um dos projetos é da Aurizona, controlada pela canadense Luna Gold, que já investiu cerca de US$ 64 milhões na unidade. A operação começou em junho de 2010, marcando o início da produção de ouro em escala comercial no Maranhão. Sua concorrente, a Jaguar Mining deve iniciar a atividade em 2013, com investimento de US$ 277 milhões. A empresa é um exemplo de como o capital estrangeiro abre seu caminho no Brasil. Ela foi fundada no Canadá em 2002, por engenheiros brasileiros que se associaram a um grupo americano, e só atua no Brasil.

Potássio – Na quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff cobrou de Vale e Petrobras um acordo para viabilizar o aumento da produção de potássio em uma mina de Sergipe, que foi arrendada pela estatal à mineradora. Desentendimentos entre as empresas impediam a renovação do contrato, comprometendo a expansão da única fonte produtora do mineral no Brasil hoje. Também está em discussão uma parceria entre as companhias para viabilizar a exploração de potássio em jazida da Petrobras jamais explorada no município de Nova Olinda do Norte (AM), localizado em uma região apontada por especialistas como uma das três maiores reservas mundiais de potássio, ao lado de áreas no Canadá e na Rússia.

É justamente nessa pequena cidade de apenas 30 mil habitantes que está sendo desenvolvido um dos novos projetos de mineração que estão mudando a geografia do setor no país. De responsabilidade da Potássio do Brasil, do grupo canadense Forbes and Manhathan, o projeto deverá demandar até US$ 4 bilhões para iniciar a operação, prevista para 2015/2016. A empresa já investiu US$ 20 milhões em pesquisa, com oito perfurações até agora, que resultaram na primeira descoberta de potássio em 30 anos na região. A expectativa é produzir entre dois milhões e quatro milhões de toneladas do mineral por ano, o que representará entre 20% e 40% da produção nacional esperada para 2016.

Dilma vetou canadense em 2008

A reserva da Potássio do Brasil fica a apenas 10 km da jazida da Petrobras, cobiçada pelo grupo canadense no passado. A Forbes and Manhathan, por meio de sua subsidiária Falcon Metais, chegou a vencer uma licitação feita pela estatal em 2008, mas a vitória de um grupo estrangeiro desagradou Dilma Rousseff, então ministra-chefe da Casa Civil, que, com aval do ex-presidente Lula, pressionou pelo cancelamento do leilão. O grupo canadense decidiu então requerer licenças diretamente ao Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM), com as quais explora uma área de 300 mil hectares hoje.

“Comprar a reserva da Petrobras seria um atalho, mas não desistimos do projeto, e ele vem dando certo”, disse o diretor-executivo da Potássio do Brasil, Helio Diniz, que ainda mantém interesse na jazida da estatal, caso seja leiloada de fato.

O projeto da Potássio Brasil é apenas uma pequena mostra do apetite dos investidores estrangeiros. Levantamento do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) revela que no período 2011-2015 serão investidos US$ 68,5 bilhões no setor, dos quais cerca de 30% virão de fora. O cálculo inclui não apenas novos projetos, como também expansões. Não há restrições para investimento estrangeiro em mineração, segundo o DNPM. A Vale, sozinha, deve investir aproximadamente US$ 13 bilhões em mineração este ano no país.

“Há demanda crescente por minerais no mundo, o que tem elevado os preços. Isso desperta interesse dos investidores, nacionais e internacionais, por áreas antes despercebidas. O aporte de recursos só vai aumentar”, afirmou o gerente de dados econômicos do Ibram, Antonio Lannes.

O preço médio da tonelada de potássio, por exemplo, passou de US$ 192 em 2005 para US$ 374 em 2010, alta de 95%.

“O setor de mineração é de alto risco. O Canadá tem tradição de investir nesse segmento e facilidades de captação de recursos”, explicou o vice-presidente de geologia e engenharia da Jaguar Mining, Adriano Nascimento

As canadenses também estão se voltando para o agreste alagoano. Por meio de sua subsidiária Mineração Vale Verde, a Aura Minerals está implantando um projeto de cobre associado a minério de ferro em Craíbas, cidade a 150 km de Maceió que hoje vive da agricultura. A descoberta fora realizada pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) nos anos 70, e os dados foram entregues à Vale, então estatal. Em 2007, o grupo comprou os dados da mineradora e espera concluir o estudo de viabilidade econômica em breve.

O presidente da Vale Verde Mineração, Carlos Bertoni, está tão confiante que já entrou com o pedido de concessão de lavra no DNPM e espera obtê-la em três meses. O investimento chegará a US$ 500 milhões, e a produção estimada é de 250 mil toneladas de cobre e 1 milhão de toneladas de minério de ferro por ano a partir de 2014.

Cazaquistão: interesse em urânio?

Apesar de os canadenses dominarem as investidas, o Brasil desperta interesse em países mais distantes. Em 2010, a ENRC, do Cazaquistão, comprou a Bahia Mineração, de olho numa reserva de minério de ferro em Caetité (BA), conhecida pela exploração do urânio que abastece nossas usinas nucleares. A coincidência levanta suspeitas de que o real interesse da empresa seja o urânio. Mas o presidente da ENRC no Brasil, José Francisco Viveiros, assegura que o foco é o ferro. O investimento é de US$ 2,5 bilhões e se junta a outras investidas de estrangeiros na Bahia. A australiana Mirabela produz níquel em Itagibá desde 2009. É a segunda mina de níquel a céu aberto do mundo.
Jornal Pequeno

Entrevista - Petrobras vai arrendar mina em SE à Vale até setembro.

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26/07/2011

RIO DE JANEIRO - A Petrobras deve repassar até setembro a concessão de minas de sais de potássio que tem em Sergipe à Vale, informou o presidente da estatal à Reuters, após o evento de divulgação do plano de negócios da companhia até 2015, que prevê investimentos de 224,7 bilhões de dólares em cinco anos.

José Sergio Gabrielli disse que não faz parte dos planos da Petrobras explorar minas de potássio no Brasil e por isso outra concessão do mineral, em plena Amazônia, também deverá ser desenvolvida por terceiros. Segundo ele, o destino dessa outra área ainda está sendo definido pelo Ministério de Minas e Energia.

"Em 30, 40 dias fechamos as condições para repassar os direitos minerários (de Sergipe) para a Vale... A área na Amazônia está em análise no ministério", afirmou Gabrielli.

Ele explicou que a atuação da Petrobras no setor de fertilizantes será focada em uréia e amônia. A Petrobras vai fornecer, no entanto, gás natural para o projeto da Vale, o que também está sendo negociado.

A Petrobras pretende eliminar a dependência externa do Brasil por amônia em 2015. Atualmente, o país importa 53 por cento do volume que consome. A dependência da uréia importada será reduzida dos atuais 53 por cento para 28 por cento em 2015, segundo o plano de negócios da companhia para o período 2011-2015.

SEM EMISSÕES

No plano, a empresa informou que reduziu o orçamento de investimentos em 2011 de 93 para 84,7 bilhões de reais, o que diminui também a necessidade de captação de recursos no mercado este ano.

"Ao reduzir esses investimentos (de 2011), é muito improvável uma emissão esse ano, só se tiver uma oportunidade muito boa", disse.

Mesmo com investimentos menores e alguns planos de desinvestimento, Gabrielli garantiu que a empresa vai avaliar as áreas de petróleo que serão ofertadas na 11a rodada de licitações do governo brasileiro, prevista para este ano, e se houver boas oportunidades fará lances, "como fazemos todo ano", ressaltou.

VENDA DE AÇÕES

Por outro lado, a empresa vai se desfazer de participações em blocos, principalmente no exterior.

"Áreas aderentes do portfólio com aquilo que você tem condições de capturar mais recursos, predominantemente no exterior", limitou-se a informar.

Outra maneira de fazer caixa será a venda de participações em empresas que não sejam o 'core business' da Petrobras, disse Gabrielli.

"Vamos buscar sócios em empresas nossas, sócios que tenham interese em determinados negócios que não são tão importantes pra gente", afirmou, sem dar exemplos. "Vamos vender ações de alguma empresa em que temos participação", reforçou.

O caixa da companhia, maior preocupação dos analistas que acompanham a empresa, não tira o sono de Gabrielli, que prevê receita crescente para a empresa em um cenário de preços do petróleo em alta.

Além de vendas maiores para o mercado interno --o que fez a empresa mudar a vocação das suas futuras refinarias de exportadoras para atendimento do mercado brasileiro--, a Petrobras conta com aumento expressivo de exportações a partir de 2015, quando deve estar vendendo quase 1 milhão de barris diários para o mercado externo.

"Vamos ter uma exportação gigantesca a partir de 2015 e maior ainda em 2020", destacou Gabrielli.

Segundo o novo plano, as exportações de petróleo, hoje em torno dos 300 mil barris diários, subirão para 997 mil diários a partir de 2015 e para 2,3 milhões de barris diários em 2020.

ELEIÇÕES

Nome frequentemente citado pelos jornais para disputar cargos eletivos pelo Partido dos Trabalhadores, Gabrielli negou especulações de que vá disputar a prefeitura de Salvador em 2012, mas foi menos categórico em relação a uma possível candidatura em 2014.

"Não há a menor possibilidade de me candidatar a Salvador em 2012... Em 2014 (governador) não sei, está muito longe", finalizou o executivo, que viaja na próxima semana para grandes centros financeiros, como Londres e Nova York, para apresentar o novo plano da estatal a investidores.
O Estado de São Paulo