[ 04/08/2011 ] [Amazônia - Show / Adenirson Lage - 17 ]
Promoção e defesa da indústria de mineração no Pará
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Vale terá 4 novos navios com capacidade de 400 mil t.
www.simineral.org.br
04/08/2011
O executivo comentou que todos os navios chegaram para trazer certo "equilíbrio" de preço aos fretes. Hoje, o valor do frete está em torno de US$ 13 por tonelada nestes navios. "Eles foram projetados numa época em que os fretes chegaram a superar a barreira dos US$ 100", comentou, destacando que não há planos para a construção de novas unidades.
Sobre as críticas do mercado chinês aos super navios, o executivo disse que a questão "é muito mais política do que técnica". "Há três portos com condições de receber estas embarcações na China. Não há impedimento técnico", disse. Segundo ele, o super navio que embarcou em maio, retorna para nova viagem em setembro e deve atracar em São Luís (MA).
RIO - O gerente geral de Engenharia de Navegação da Vale, Nelson Coelho, disse que a companhia espera receber até o final do ano quatro novos navios com capacidade de 400 mil toneladas cada um. Os chamados super navios compõem uma frota de 19 embarcações que a companhia encomendou no exterior, sendo 12 na China e 7 na Coreia. Deste total, o coreano nomeado Vale-Brasil foi entregue em maio. Em setembro chegará o Vale-Rio e em outubro, o Vale-China, todos coreanos. Entre os chineses, há a certeza de entrega de apenas um. O segundo pode chegar ao País entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012.
O executivo comentou que todos os navios chegaram para trazer certo "equilíbrio" de preço aos fretes. Hoje, o valor do frete está em torno de US$ 13 por tonelada nestes navios. "Eles foram projetados numa época em que os fretes chegaram a superar a barreira dos US$ 100", comentou, destacando que não há planos para a construção de novas unidades.
Sobre as críticas do mercado chinês aos super navios, o executivo disse que a questão "é muito mais política do que técnica". "Há três portos com condições de receber estas embarcações na China. Não há impedimento técnico", disse. Segundo ele, o super navio que embarcou em maio, retorna para nova viagem em setembro e deve atracar em São Luís (MA).
O Estado de São Paulo
Taboca estabiliza produção para depois crescer.
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04/08/2011
Desde quando comprou as operações da Paranapanema na Amazônia, em 2008, a empresa vem registrando uma queda na produção de estanho, ao mesmo tempo que não conseguiu melhorar a produção de nióbio e tântalo. Com algumas dificuldades técnicas, hoje a empresa produz um pouco mais de 2 mil toneladas de estanho e 2 mil toneladas de ligas de nióbio e tântalo. O estanho representa cerca de 60% da produção da empresa.
Enquanto o estanho é utilizado principalmente na fabricação de soldas e folhas de flandres (chapas de aço estanhado) e na indústria eletrônica, o nióbio é utilizado na produção de aço e o tântalo na indústria de tecnologia.
Praticamente sem expandir as operações, Silva estima que até o fim de 2012 a empresa terá uma capacidade de 12 mil toneladas de estanho e 6 mil toneladas de ligas. Esse resultado deve ser originado apenas do esforço de tornar as operações já existentes mais produtivas. "Nos últimos dois anos e até o fim de 2011, os investimentos vão somar R$ 300 milhões nesses três produtos", afirmou o executivo. "A Minsur comprou a mina com uma série de dificuldades operacionais. Seguimos rotas em Pitinga que tecnicamente não foram as melhores e estamos revendo", completou.
Entre as dificuldades técnicas vivenciadas pela empresa está o reprocessamento dos rejeitos da exploração da mina (cuja duração é de cerca de 25 anos). A Taboca havia calculado que tinha uma reserva de rejeito de 5 a 6 anos. Mas, ao realizar estudos mais detalhados, percebeu que suas reservas são menores. Agora, a companhia estuda evoluir a exploração em rocha da mina, deixando de focar apenas no reprocessamento dos minérios.
A Mineração Taboca tem duas unidades. Em São Paulo, com capacidade de 12 mil toneladas, a metalurgia trabalha o concentrado de cassiterita que chega da mina e o transforma em estanho refinado. A unidade de Pitinga - no município de João Figueiredo (AM) -, por sua vez, processa o nióbio e o tântalo e tem capacidade de 3 mil toneladas de ligas. Essa operação deve ser ampliada, com a compra de um terceiro forno.
A estratégia do grupo controlador é expandir seus negócios no Brasil a partir do próximo ano. Em 2010, a Taboca faturou US$ 80 milhões. Para este ano, espera resultado semelhante. Para 2012, no entanto, as expectativas já apontam para crescimento.
A empresa está em fase de conclusão de um estudo de reserva, que vai definir o que a mina pode oferecer. Daí podem surgir novos minérios com viabilidade econômica de produção. Além disso, está no radar da companhia expandir sua produção no Amazonas. Mas a disponibilidade de energia no local é restrita, já que a operação é abastecida por apenas uma hidrelétrica, da própria Taboca. Sem viabilidade para expandir a hidrelétrica, o executivo estuda construir uma unidade industrial de transformação mineral na região próxima a Manaus, o que faria com que sobrasse energia em Pitinga, para uma possível expansão. A empresa negocia com o governo a garantia de energia elétrica para o novo empreendimento.
A produção de estanho no Brasil é bem concentrada. A Taboca é o único participante grande do mercado. O país é o quarto no ranking das maiores reservas do mundo.
Após cerca de dois anos e meio da compra da mina de Pitinga, na Amazônia, o grupo peruano Minsur - por meio de sua subsidiária brasileira, a Mineração Taboca - ainda não conseguiu concluir o processo de estabilização da produção de seus principais minérios: estanho, nióbio e tântalo. "A expectativa era de que já tivéssemos concluído essa etapa. Estamos investindo na melhoria das operações para ganhar competitividade", afirmou ao Valor João Serafim da Silva, presidente da Mineração Taboca.
Desde quando comprou as operações da Paranapanema na Amazônia, em 2008, a empresa vem registrando uma queda na produção de estanho, ao mesmo tempo que não conseguiu melhorar a produção de nióbio e tântalo. Com algumas dificuldades técnicas, hoje a empresa produz um pouco mais de 2 mil toneladas de estanho e 2 mil toneladas de ligas de nióbio e tântalo. O estanho representa cerca de 60% da produção da empresa.
Enquanto o estanho é utilizado principalmente na fabricação de soldas e folhas de flandres (chapas de aço estanhado) e na indústria eletrônica, o nióbio é utilizado na produção de aço e o tântalo na indústria de tecnologia.
Praticamente sem expandir as operações, Silva estima que até o fim de 2012 a empresa terá uma capacidade de 12 mil toneladas de estanho e 6 mil toneladas de ligas. Esse resultado deve ser originado apenas do esforço de tornar as operações já existentes mais produtivas. "Nos últimos dois anos e até o fim de 2011, os investimentos vão somar R$ 300 milhões nesses três produtos", afirmou o executivo. "A Minsur comprou a mina com uma série de dificuldades operacionais. Seguimos rotas em Pitinga que tecnicamente não foram as melhores e estamos revendo", completou.
Entre as dificuldades técnicas vivenciadas pela empresa está o reprocessamento dos rejeitos da exploração da mina (cuja duração é de cerca de 25 anos). A Taboca havia calculado que tinha uma reserva de rejeito de 5 a 6 anos. Mas, ao realizar estudos mais detalhados, percebeu que suas reservas são menores. Agora, a companhia estuda evoluir a exploração em rocha da mina, deixando de focar apenas no reprocessamento dos minérios.
A Mineração Taboca tem duas unidades. Em São Paulo, com capacidade de 12 mil toneladas, a metalurgia trabalha o concentrado de cassiterita que chega da mina e o transforma em estanho refinado. A unidade de Pitinga - no município de João Figueiredo (AM) -, por sua vez, processa o nióbio e o tântalo e tem capacidade de 3 mil toneladas de ligas. Essa operação deve ser ampliada, com a compra de um terceiro forno.
A estratégia do grupo controlador é expandir seus negócios no Brasil a partir do próximo ano. Em 2010, a Taboca faturou US$ 80 milhões. Para este ano, espera resultado semelhante. Para 2012, no entanto, as expectativas já apontam para crescimento.
A empresa está em fase de conclusão de um estudo de reserva, que vai definir o que a mina pode oferecer. Daí podem surgir novos minérios com viabilidade econômica de produção. Além disso, está no radar da companhia expandir sua produção no Amazonas. Mas a disponibilidade de energia no local é restrita, já que a operação é abastecida por apenas uma hidrelétrica, da própria Taboca. Sem viabilidade para expandir a hidrelétrica, o executivo estuda construir uma unidade industrial de transformação mineral na região próxima a Manaus, o que faria com que sobrasse energia em Pitinga, para uma possível expansão. A empresa negocia com o governo a garantia de energia elétrica para o novo empreendimento.
A produção de estanho no Brasil é bem concentrada. A Taboca é o único participante grande do mercado. O país é o quarto no ranking das maiores reservas do mundo.
Valor Econômico
Minério de ferro salva mais uma vez os balanços dos fabricantes de aço.
www.simineral.org.br
04/08/2011
As margens de ganho no resultado operacional advindas da atividade de produção de minério de ferro são de dar água na boca - alcançaram 68% tanto na Usiminas quanto na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) no segundo trimestre. Bem diferente do aço: 29% na CSN e apenas 7% na siderúrgica mineira, que ainda engatinha na atividade de mineração.
A CSN, que divulgou seu balanço desse período ontem pela manhã, um dia depois da concorrente Usiminas, tem uma estratégia não apenas defensiva. Ao contrário, enxerga esse ramo como um grande negócio, tocado obstinadamente por seu principal acionista, Benjamin Steinbruch.
A CSN, até 2001, era uma das principais acionistas da Vale, maior mineradora de ferro do mundo. Ao deixar o bloco de controle da mineradora, decidiu explorar não apenas cativamente as ricas reservas de minério de sua mina, Casa de Pedra. O plano é agressivo: ficar entre as cinco maiores mineradoras de ferro do mundo.
Com isso, a empresa, dona de minério de ferro, autossuficiente em energia e dona de logística ferroviária e portuária, obtém margens operacionais acima da média mundial da siderurgia, liderando a geração de valor aos seus acionistas, conforme estudo recente do Citigroup baseado no conceito de valor econômico agregado (EVA, na sigla em inglês).
O balanço da CSN mostra que a venda de minério de ferro rendeu receita líquida de R$ 1,52 bilhão de abril a junho, 34% do total de R$ 4,3 bilhões obtidos nos cinco negócios da companhia. No entanto, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançou R$ 1,04 bilhão, representando 54% do resultado operacional da companhia. A fabricação de aço, com 57% (R$ 2,51 bilhões) da receita líquida foi responsável por 38% do Ebitda, com valor de R$ 733 milhões.
Essa inversão de papéis vem se verificando a cada trimestre, desde o último período do ano passado. O aço passou de R$ 1,16 bilhão entre outubro e dezembro para R$ 693 milhões no primeiro trimestre deste ano. Já o resultado da mineração seguiu crescente: saiu, no mesmo período, de R$ 551 milhões, subiu para R$ 792 milhões de janeiro a março e, agora, superou a marca de R$ 1 bilhão.
Além de aço e mineração, a CSN atua em três outros negócios: logística - 6% da receita líquida e do Ebitda -, cimento (2% da receita e 1% do resultado operacional) e energia, com 1% de cada.
A atividade de minério de ferro, com venda acima de 13 milhões de toneladas no ano, levou a CSN a obter recorde de receita líquida em um determinado semestre, com R$ 8,1 bilhões de janeiro a junho passado. E a meta de Steinbruch, em algum ano até 2015, é fazer mais de 100 milhões de toneladas do produto por ano.
Graças ao desempenho desse negócio, acelerado a partir de 2005, com receita de R$ 2,7 bilhões até junho, a empresa de Steinbruch pode obter uma margem Ebitda média de 41% no segundo trimestre. Quase quatro vezes o índice de 12% obtido pela Usiminas.
Minerar ferro tornou-se a atividade mais rentável para as fabricantes de aço no país. Parece um contrassenso, mas as siderúrgicas argumentam que se trata de um movimento defensivo contra a alta exorbitante dos preços de suas duas principais matérias-primas - minério de ferro e carvão - desde 2005.
As margens de ganho no resultado operacional advindas da atividade de produção de minério de ferro são de dar água na boca - alcançaram 68% tanto na Usiminas quanto na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) no segundo trimestre. Bem diferente do aço: 29% na CSN e apenas 7% na siderúrgica mineira, que ainda engatinha na atividade de mineração.
A CSN, que divulgou seu balanço desse período ontem pela manhã, um dia depois da concorrente Usiminas, tem uma estratégia não apenas defensiva. Ao contrário, enxerga esse ramo como um grande negócio, tocado obstinadamente por seu principal acionista, Benjamin Steinbruch.
A CSN, até 2001, era uma das principais acionistas da Vale, maior mineradora de ferro do mundo. Ao deixar o bloco de controle da mineradora, decidiu explorar não apenas cativamente as ricas reservas de minério de sua mina, Casa de Pedra. O plano é agressivo: ficar entre as cinco maiores mineradoras de ferro do mundo.
Com isso, a empresa, dona de minério de ferro, autossuficiente em energia e dona de logística ferroviária e portuária, obtém margens operacionais acima da média mundial da siderurgia, liderando a geração de valor aos seus acionistas, conforme estudo recente do Citigroup baseado no conceito de valor econômico agregado (EVA, na sigla em inglês).
O balanço da CSN mostra que a venda de minério de ferro rendeu receita líquida de R$ 1,52 bilhão de abril a junho, 34% do total de R$ 4,3 bilhões obtidos nos cinco negócios da companhia. No entanto, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançou R$ 1,04 bilhão, representando 54% do resultado operacional da companhia. A fabricação de aço, com 57% (R$ 2,51 bilhões) da receita líquida foi responsável por 38% do Ebitda, com valor de R$ 733 milhões.
Essa inversão de papéis vem se verificando a cada trimestre, desde o último período do ano passado. O aço passou de R$ 1,16 bilhão entre outubro e dezembro para R$ 693 milhões no primeiro trimestre deste ano. Já o resultado da mineração seguiu crescente: saiu, no mesmo período, de R$ 551 milhões, subiu para R$ 792 milhões de janeiro a março e, agora, superou a marca de R$ 1 bilhão.
Além de aço e mineração, a CSN atua em três outros negócios: logística - 6% da receita líquida e do Ebitda -, cimento (2% da receita e 1% do resultado operacional) e energia, com 1% de cada.
A atividade de minério de ferro, com venda acima de 13 milhões de toneladas no ano, levou a CSN a obter recorde de receita líquida em um determinado semestre, com R$ 8,1 bilhões de janeiro a junho passado. E a meta de Steinbruch, em algum ano até 2015, é fazer mais de 100 milhões de toneladas do produto por ano.
Graças ao desempenho desse negócio, acelerado a partir de 2005, com receita de R$ 2,7 bilhões até junho, a empresa de Steinbruch pode obter uma margem Ebitda média de 41% no segundo trimestre. Quase quatro vezes o índice de 12% obtido pela Usiminas.
Valor Econômico
Índice de preço do minério de ferro entra em teste na China.
www.simineral.org.br
04/08/2011
Atualmente, há três índices principais de preços de minério de ferro, que são: TSI do Grupo Steel Business Breifing; MBIO da Metal Bulletin; e o índice Platts das informações energéticas Platts. Mas todos eles estão se inclinando para os interesses dos produtores. Nos últimos dez anos, os preços para a importação chinesa têm sido determinados pelos três índices. Somente em 2008, ano da crise financeira internacional, o valor do minério baixou. Nos outros anos, sempre subiu. Zhang Changfu é vice-presidente da Associação Siderúrgica da China. Ele ressaltou que no primeiro semestre deste ano, o custo médio da importação chinesa de minério foi de US$ 160,89 por tonelada, um recorde histórico.
"Mais de US$ 160 por tonelada. Se calcularmos com este preço, isto quer dizer que pagamos um extra de US$ 16 bilhões, o equivalente a 100 bilhões de yuans."
Zhang assinalou que o setor siderúrgico da China precisa de um índice de preço para o minério de ferro mais científico, razoável e verdadeiro, para servir melhor as empresas. A função do índice é refletir o nível de preço de maneira correta e objetiva, e não controlar o valor do minério.
Após mais de um ano de trabalho na formulação do índice de preço do minério de ferro da China, ele entra em teste este mês.
O vice-presidente da Associação Siderúrgica da China, Zhang Changfu disse:
"Trabalhamos por mais de um ano e finalmente cumprimos a formulação. Decidimos publicar em este índice para teste em agosto. Em outubro será lançado oficialmente."
Zhang ainda informou que este índice será composto pelo preço do minério nacional e importado. Além de ferro, matérias-primas para a produção de aço terão os próprios sistemas de exame e posteriormente os próprios índices. O valor do minério nacional é calculado segundo os preços de 32 minas espalhadas em 14 províncias. Já o do importado é calculado com base nos preços dos oito principais portos chineses. Juntando o nacional e o importado, sai o índice de preço do minério de ferro da China.
Segundo estatísticas da Associação Siderúrgica, a produção chinesa de aço e ferro registrou um crescimento estável no primeiro semestre, com 350 milhões de toneladas de aço bruto. Alta de 9,6% em comparação com o mesmo período do ano passado. Mas devido à alta do preço do ferro importado, as empresas siderúrgicas chinesas encontram mais dificuldade na produção e operação. Todo o setor enfrenta um período de lucro baixo. No primeiro semestre deste ano, as empresas membros da Associação Siderúrgica da China registraram lucro de apenas 3,14%, taxa inferior à de depósito bancário.
Atualmente o setor siderúrgico da China está enfrentando dificuldade para resolver a constante alta de preços. Com a intenção de dar informações mais detalhadas, o índice de preço do minério de ferro da China, que reflete a mais atualizada situação de mercado, entra em teste neste mês de agosto e será distribuído oficialmente em outubro. O indicador será formulado pela Associação Siderúrgica da China.
Atualmente, há três índices principais de preços de minério de ferro, que são: TSI do Grupo Steel Business Breifing; MBIO da Metal Bulletin; e o índice Platts das informações energéticas Platts. Mas todos eles estão se inclinando para os interesses dos produtores. Nos últimos dez anos, os preços para a importação chinesa têm sido determinados pelos três índices. Somente em 2008, ano da crise financeira internacional, o valor do minério baixou. Nos outros anos, sempre subiu. Zhang Changfu é vice-presidente da Associação Siderúrgica da China. Ele ressaltou que no primeiro semestre deste ano, o custo médio da importação chinesa de minério foi de US$ 160,89 por tonelada, um recorde histórico.
"Mais de US$ 160 por tonelada. Se calcularmos com este preço, isto quer dizer que pagamos um extra de US$ 16 bilhões, o equivalente a 100 bilhões de yuans."
Zhang assinalou que o setor siderúrgico da China precisa de um índice de preço para o minério de ferro mais científico, razoável e verdadeiro, para servir melhor as empresas. A função do índice é refletir o nível de preço de maneira correta e objetiva, e não controlar o valor do minério.
Após mais de um ano de trabalho na formulação do índice de preço do minério de ferro da China, ele entra em teste este mês.
O vice-presidente da Associação Siderúrgica da China, Zhang Changfu disse:
"Trabalhamos por mais de um ano e finalmente cumprimos a formulação. Decidimos publicar em este índice para teste em agosto. Em outubro será lançado oficialmente."
Zhang ainda informou que este índice será composto pelo preço do minério nacional e importado. Além de ferro, matérias-primas para a produção de aço terão os próprios sistemas de exame e posteriormente os próprios índices. O valor do minério nacional é calculado segundo os preços de 32 minas espalhadas em 14 províncias. Já o do importado é calculado com base nos preços dos oito principais portos chineses. Juntando o nacional e o importado, sai o índice de preço do minério de ferro da China.
Segundo estatísticas da Associação Siderúrgica, a produção chinesa de aço e ferro registrou um crescimento estável no primeiro semestre, com 350 milhões de toneladas de aço bruto. Alta de 9,6% em comparação com o mesmo período do ano passado. Mas devido à alta do preço do ferro importado, as empresas siderúrgicas chinesas encontram mais dificuldade na produção e operação. Todo o setor enfrenta um período de lucro baixo. No primeiro semestre deste ano, as empresas membros da Associação Siderúrgica da China registraram lucro de apenas 3,14%, taxa inferior à de depósito bancário.
Rádio Internacional da China
Mineração de manganês é tema de estudos envolvendo pesquisadores da UFOP e da UFPA.
www.simineral.org.br
04/08/2011
Coordenada pelo professor do Departamento de Engenharia Metalúrgica (Demet), Versiane Albis Leão, e vice-coordenada pela professora do Departamento de Engenharia de Minas (Demin), Rosa Malena Fernandes Lima, da (UFOP), a rede de pesquisa é financiada pelas Fundações de Amparo à Pesquisa dos Estados de Minas Gerais (Fapemig), São Paulo (Fapesp), Pará (Fapespa), e pela Vale. Congrega dois projetos: “Núcleo de Excelência em Manganês”, da UFOP, e “Síntese de Zeólitas a partir de Rejeito de Caulim da Amazônia e Aplicações em adsorção de manganês” da UFPA. Atualmente, o projeto está aguardando a liberação de recursos para dar continuidade às ações práticas da pesquisa.
Três aspectos principais norteiam o trabalho feito pelas Universidades: o desenvolvimento de técnicas de concentração aplicadas a minérios de baixo teor e rejeitos de beneficiamento de minérios de manganês; o desenvolvimento de tecnologias para o processamento de minérios de elevado teor de impurezas; e o tratamento de efluentes da indústria do manganês.
Na UFOP, o projeto envolve pesquisadores de vários departamentos, como Engenharia Metalúrgica, Engenharia Geológica, Química e Biologia, o que, segundo Versiane Albis Leão, “enfatiza o caráter multidisciplinar do projeto”. Além disso, há uma grande participação de alunos de doutorado, mestrado e iniciação científica em trabalhos na área. “Desde 2004 a UFOP realiza estudos que envolvem o manganês. O envolvimento da Instituição com o tema, aliado à sua tradição formadora de conhecimento e propulsora do eixo ensino-pesquisa, justificam o investimento de cerca de 3 milhões de reais no projeto”, explica o coordenador.
De acordo com Versiane, espera-se criar na Universidade um ambiente de motivação e contextualização, tanto para a formação de recursos humanos de excelência, quanto para a transmissão de conhecimento em diversos níveis para a sociedade. Outro resultado esperado é a transferência de tecnologias para a indústria e o governo, a fim de melhorar as condições minero-ambientais das regiões estudadas: “Também espera-se desenvolver e propor soluções para a redução de áreas mineradoras impactadas pelo manganês, além de desenvolver novos processos de concentração de minérios e tratamento de efluentes contendo o elemento”, finaliza Leão.
O manganês, elemento químico de transição da família do ferro, exerce papel fundamental na indústria minero-metalúrgica brasileira, tanto pela sua ampla aplicação no setor siderúrgico, quanto pelas importantes reservas encontradas em vários Estados brasileiros. O elemento é tema de estudos da rede de pesquisa “Grupo de Excelência na Rota de Produção de Minérios de Manganês Brasileiros: Mineração Sustentável”, que envolve pesquisadores das Universidades Federais de Ouro Preto (UFOP) e do Pará (UFPA).
Coordenada pelo professor do Departamento de Engenharia Metalúrgica (Demet), Versiane Albis Leão, e vice-coordenada pela professora do Departamento de Engenharia de Minas (Demin), Rosa Malena Fernandes Lima, da (UFOP), a rede de pesquisa é financiada pelas Fundações de Amparo à Pesquisa dos Estados de Minas Gerais (Fapemig), São Paulo (Fapesp), Pará (Fapespa), e pela Vale. Congrega dois projetos: “Núcleo de Excelência em Manganês”, da UFOP, e “Síntese de Zeólitas a partir de Rejeito de Caulim da Amazônia e Aplicações em adsorção de manganês” da UFPA. Atualmente, o projeto está aguardando a liberação de recursos para dar continuidade às ações práticas da pesquisa.
Três aspectos principais norteiam o trabalho feito pelas Universidades: o desenvolvimento de técnicas de concentração aplicadas a minérios de baixo teor e rejeitos de beneficiamento de minérios de manganês; o desenvolvimento de tecnologias para o processamento de minérios de elevado teor de impurezas; e o tratamento de efluentes da indústria do manganês.
Na UFOP, o projeto envolve pesquisadores de vários departamentos, como Engenharia Metalúrgica, Engenharia Geológica, Química e Biologia, o que, segundo Versiane Albis Leão, “enfatiza o caráter multidisciplinar do projeto”. Além disso, há uma grande participação de alunos de doutorado, mestrado e iniciação científica em trabalhos na área. “Desde 2004 a UFOP realiza estudos que envolvem o manganês. O envolvimento da Instituição com o tema, aliado à sua tradição formadora de conhecimento e propulsora do eixo ensino-pesquisa, justificam o investimento de cerca de 3 milhões de reais no projeto”, explica o coordenador.
De acordo com Versiane, espera-se criar na Universidade um ambiente de motivação e contextualização, tanto para a formação de recursos humanos de excelência, quanto para a transmissão de conhecimento em diversos níveis para a sociedade. Outro resultado esperado é a transferência de tecnologias para a indústria e o governo, a fim de melhorar as condições minero-ambientais das regiões estudadas: “Também espera-se desenvolver e propor soluções para a redução de áreas mineradoras impactadas pelo manganês, além de desenvolver novos processos de concentração de minérios e tratamento de efluentes contendo o elemento”, finaliza Leão.
Ouro Preto
Oportunidades: Gerdau abre vagas para trainees.
www.simineral.org.br
04/08/2011
O grupo Gerdau, de Porto Alegre, abriu as inscrições para o seu programa de trainees, oferecendo 100 vagas em oito estados. Podem se candidatar profissionais formados entre dezembro de 2009 e o mesmo mês deste ano em administração, ciência da computação/informática, contabilidade, publicidade e propaganda, direito, economia, marketing, pedagogia, psicologia, engenharia de automação, engenharias civil, elétrica, eletrônica, de materiais, florestal, mecânica, mecatrônica, metalúrgica, de minas, de produção e de segurança. Inscrições no site www.traineesgerdau.com.br , até 4 de setembro.
Estado de Minas
Brasil e Colômbia querem fortalecer comércio bilateral em fórum em Bogotá.
www.simineral.org.br
04/08/2011
O primeiro fórum de investimento Colômbia-Brasil contará com a presença de cerca de 500 líderes empresariais, como o CEO da América Latina do Banco Itaú Unibanco, Ricardo Marino, e o presidente de Votorantim Siderurgia, Albano Chagas Vieira e, autoridades políticas, como o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, e a secretária-geral da União de Nações Sul-americanas (Unasul), María Emma Mejía.
O objetivo do maior encontro empresarial realizado entre os dois países é o de analisar as oportunidades de negócio oferecidas por cada país em um momento em que ambos experimentam um forte crescimento econômico.
Para isso, a programação será composta por cinco conferências que aprofundarão sobre o cenário dos setores de infraestruturas de transporte e telecomunicações, mineração e energia, serviços financeiros e agribusiness.
Nos debates participarão os ministros brasileiros de Comunicações, Paulo Bernardo, e de Planejamento, Miriam Belchior, assim como os ministros colombianos de Comércio, Indústria e Turismo, Sergio Díaz Granados, e de Minas e Energia, Carlos Rodado Noriega, entre outros.
Algumas das categorias mais promissoras são, segundo o BID, mineração, alimentos, química, plástico, bens metálicos, têxteis e maquinaria.
O comércio bilateral entre Brasil e Colômbia quadruplicou desde 2004, até US$ 3 bilhões anuais, segundo um estudo do BID, um número que, no entanto, representa apenas 0,7% da troca total de ambos países com o resto do mundo. "A falta de infraestrutura física que conecte os dois países é um dos principais fatores que impede um maior troca bilateral", aponta dito relatório.
Brasil e Colômbia buscam fortalecer seu comércio bilateral em um fórum em Bogotá que será inaugurado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governante colombiano, Juan Manuel Santos.
O primeiro fórum de investimento Colômbia-Brasil contará com a presença de cerca de 500 líderes empresariais, como o CEO da América Latina do Banco Itaú Unibanco, Ricardo Marino, e o presidente de Votorantim Siderurgia, Albano Chagas Vieira e, autoridades políticas, como o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, e a secretária-geral da União de Nações Sul-americanas (Unasul), María Emma Mejía.
O objetivo do maior encontro empresarial realizado entre os dois países é o de analisar as oportunidades de negócio oferecidas por cada país em um momento em que ambos experimentam um forte crescimento econômico.
Para isso, a programação será composta por cinco conferências que aprofundarão sobre o cenário dos setores de infraestruturas de transporte e telecomunicações, mineração e energia, serviços financeiros e agribusiness.
Nos debates participarão os ministros brasileiros de Comunicações, Paulo Bernardo, e de Planejamento, Miriam Belchior, assim como os ministros colombianos de Comércio, Indústria e Turismo, Sergio Díaz Granados, e de Minas e Energia, Carlos Rodado Noriega, entre outros.
Algumas das categorias mais promissoras são, segundo o BID, mineração, alimentos, química, plástico, bens metálicos, têxteis e maquinaria.
O comércio bilateral entre Brasil e Colômbia quadruplicou desde 2004, até US$ 3 bilhões anuais, segundo um estudo do BID, um número que, no entanto, representa apenas 0,7% da troca total de ambos países com o resto do mundo. "A falta de infraestrutura física que conecte os dois países é um dos principais fatores que impede um maior troca bilateral", aponta dito relatório.
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