segunda-feira, 16 de maio de 2011

Dâmaso recebe prefeitos de municípios mineradores

www.simineral.org.br

13/05/2011


O diretor-geral do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Sérgio Augusto Dâmaso de Sousa, recebeu em audiência, nesta semana prefeitos de municípios mineradores que estão em Brasília participando da XIV Marcha em Defesa dos Municípios, evento que contou com a presença da presidente Dilma Rousseff.

Também participaram do encontro, representantes da Associação dos Municípios Mineradores do Brasil (Amib), e da Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais (Amig), que na ocasião, deram boas vindas ao novo diretor-geral.

Damaso disse que aos prefeitos que conhece a importância da Compensação Financeira pela Exploração Recursos Minerais (Cfem), na arrecadação dos municípios mineradores “Já conversei com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão sobre esse assunto. Ele se mostrou sensibilizado em resolver a questão”, disse Dâmaso, que sugeriu aos prefeitos que componham uma comissão para tratar  e acompanhar  os assuntos relacionados  a Cfem   com o DNPM.

O prefeito da Santa Bárbara, e presidente da Associação dos Municípios Mineradores do Brasil (Amib), Antônio Eduardo Martins, disse que o  DNPM  “é um órgão importante na estrutura do setor mineral brasileiro, no qual às  prefeituras buscam apoio para acompanhar os recolhimentos da Cfem”.

Durante a reunião, o diretor de Procedimentos Arrecadatórios do DNPM, Marco Antônio Valadares, explicou aos prefeitos que a Autarquia tem intensificado a fiscalização com o cruzamento de dados da Cfem e RAL. “Estamos buscando parcerias com os Estados visando facilitar à apuração de débitos”, afirmou Valadares.  
 
Assessoria DNPM

Vale inscreve para programas de estágio

www.simineral.org.br

13/05/2011


A Vale Fertilizantes abriu inscrições para seu Programa de Estágio 2011, que oferece 140 vagas para estudantes em suas unidades localizadas em Minas Gerais, Goiás, Paraná e São Paulo. A empresa paga até R$ 1.100, e busca estudantes de administração, contabilidade, direito, economia, engenharia (ambiental, processos químicos, computação, automação industrial, elétrica, mecânica, química, agronômica, produção e civil), psicologia e serviço social. Os candidatos devem se formar entre julho de 2012 e julho de 2013, além de ter conhecimentos de inglês e informática.

Para quem tem formação em engenharia de minas, engenharia geológica ou geologia, engenharia química / processos químicos e engenharia ambiental, a Vale oferece o programa Summer Job, um estágio de férias voltado para quem estuda em outras localidades. Para estas vagas, os interessados devem ter formatura prevista para julho de 2012. Os interessados têm até o dia 26 para se inscrever na página da empresa.
Geologo.com.br

Mineração Caraíba inaugura Programa de Incentivo ao Esporte em Pinhões e Poço de Fora

www.simineral.org.br

13/05/2011


Com a presença de pessoas da comunidade, professores, lideranças políticas e representantes da Empresa, a Mineração Caraíba, em parceria com o SESI, realizou na última terça-feira (10), nos distritos de Poço de Fora, município de Curaçá, e Pinhões, pertencente ao município de Juazeiro, o evento de inauguração dos PIES - Programa de Incentivo ao Esporte de Surubim.

O PIES é um programa da Mineração Caraíba S/A que, em parceria com o SESI, através do Projeto Atletas de Futuro (PAF), busca formar cidadãos através das práticas de esportes. São aproximadamente 130 crianças beneficiadas nas duas novas unidades (Pinhões e Poço de Fora), com idades entre 6 e 17 anos, que desfrutarão de assistência esportiva integral, materiais de apoio e corpo técnico composto por profissionais formados em Educação Física e pedagogia que darão todo acompanhamento físico e pedagógico dos alunos. Dentre as modalidades oferecidas estão o futsal, o handball e voleyball.

Segundo o Coordenador de Serviços e Relações com a Comunidade da Mineração Caraíba, José Guimarães Sobrinho, o Projeto é uma extensão do Programa PIEP que é desenvolvido na comunidade do Pilar e que atende 450 crianças. “É um trabalho social que é feito com muita dedicação e responsabilidade, pois estamos falando das nossas crianças, dos nossos jovens. Nosso objetivo não é formar atletas, mas formar cidadãos, embora muitos se dediquem a carreira esportiva, como temos exemplos de ex-alunos do Programa em Pilar que hoje se destacam em clubes de expressão no futebol nacional”, destaca José Guimarães.
 
Assessoria Mineração Caraíba

Commodities mascaram desaceleração industrial

www.simineral.org.br

13/05/2011


Produtores de manufaturados perdem competitividade com o dólar fraco
 
A valorização das commodities, principalmente do minério de ferro, vai aumentar o faturamento e as exportações da indústria mineira, mascarando a real situação do setor no Estado. Depois de um 2010 aquecido, a indústria de Minas Gerais perdeu fôlego em março e iniciou um processo de estabilização com viés de queda, o que levou a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) a revisar para baixo a previsão de crescimento da produção.

No final do ano passado, a entidade calculava uma alta de 6,1% para 2011, com uma margem confortável acima dos 4,1% previstos para a média da produção industrial nacional. Agora, a perspectiva é de elevação de 4,9% em Minas. O percentual para o Brasil foi mantido. Os dados revistos e os indicadores da economia mineira foram divulgados ontem.

A atual conjuntura, sobretudo a política monetária de juros altos, é apontada como a principal causa das dificuldades enfrentadas pela indústria para crescer.
 
Segundo as novas projeções da Fiemg, o faturamento vai alcançar expansão de 9,5% sobre o ano passado e não mais de 6,5%, como se previa anteriormente. As exportações serão de US$ 35,5 bilhões, incremento de US$ 1 bilhão sobre a perspectiva anterior. Inchados pelos resultados do setor extrativo-mineral, os números vão esconder que outros setores, como o de máquinas equipamentos, sofrem com o dólar fraco e avanço dos importados.
 
A cadeia minero-metalúrgica sustenta 40% do PIB de Minas Gerais. Com o enfraquecimento da política de diversificação da economia, esta concentração deverá aumentar este ano. "O governo tem um equívoco de gestão. Para conter o consumo, cancelou as medidas anticíclicas e aumentou os juros. Se a intenção é diminuir o consumo, tem que mexer é no compulsório. Isso é um grave equívoco de gestão", disse o presidente do Conselho de Política Econômica e Industrial da Fiemg, Lincoln Gonçalves Fernandes.
 
Com o dinheiro mais caro, em virtude da Selic ajustada a 12% ao ano, os investimentos da indústria tendem a diminuir, o que comprometerá a pulverização da economia tanto em Minas como no Brasil. Este processo já estava em curso e será acelerado. Na comparação de 2010 com 2008, as exportações de produtos manufaturados caiu 14,2% no país.

Segundo dados da Fiemg, o faturamento real da indústria mineira caiu 7,27% em março na comparação com o mês anterior. O setor de produtos químicos apresentou a maior queda, de 14%. No trimestre, o resultado ainda é positivo, de 9,92%.

As horas trabalhadas na indústria tiveram, na comparação entre março e fevereiro, retração de 6,13%, puxada pela indústria da transformação, onde a variação negativa foi de 6,51%. Na base de comparação trimestral, ainda há expansão de 4,35%. Já o emprego industrial permaneceu praticamente estável em Minas, com leve alta de 0,1% em março sobre fevereiro. De janeiro a março deste ano em relação a igual período do ano passado, o emprego registra avanço de 1,99%.

Os dados são dessazonalizados. Foram retirados os efeitos sazonais de safra de alguns produtos e para toda a indústria o "efeito Carnaval" foi ajustado, como forma de manter bases de comparação viáveis.
 
Hoje em Dia

Com medo da inflação, China importa menos commodities

www.simineral.org.br

13/05/2011


País asiático aumenta a produção doméstica e usa estoques de produtos para conter preços
Importações de cobre caíram 40% em abril; para analistas, setor industrial chinês continua aquecido

A China está reduzindo as importações de matérias-primas em resposta aos altos preços e às preocupações com a inflação.

Em abril, as importações chinesas de cobre caíram 40% em relação ao mesmo período de 2010, para 262,7 milhões de toneladas. Em comparação com março, a retração foi de 14%.

Os chineses também importaram 7,6% menos soja do que em abril de 2010 e o volume de minério de ferro comprado do exterior caiu 4,4%. Na comparação mensal, a queda nas importações de minério foi ainda mais significativa, de 11%.

Apesar da menor demanda por commodities produzidas fora da China, analistas ainda não veem sinais de queda no nível de atividade econômica do país asiático.

Pelo contrário, a produção de aço, por exemplo, que usa o minério de ferro como matéria-prima, continua aquecida, em nível recorde.

Em abril, foram produzidos 59 milhões de toneladas de aço bruto na China, com crescimentos de 8% em relação ao mesmo mês de 2010 e de 13% em comparação com a média do ano passado, de 52,2 milhões de toneladas.

O aumento da produção doméstica de alguns produtos, como o minério de ferro e o cobre, e o uso dos estoques chineses explicam a desaceleração das importações.

"Os traders (comercializadores de commodities) estão diminuindo estoques, pois não há sinais de que o governo chinês irá reduzir juros e beneficiar a indústria", diz um analista de um grande banco em Londres que prefere não ser identificado.

Assim como no Brasil, o governo chinês está preocupado com a inflação e adotando medidas para desacelerar o crescimento da economia. "Enquanto o governo não liberar crédito, os traders vão ficar receosos e evitar comprar matérias-primas a um preço alto", diz.

Em um ano, o cobre sobe 29% em Nova York e a soja, 43% em Chicago.

A China é o maior consumidor mundial de cobre, minério de ferro e de soja e, logo, possui uma forte influência sobre a formação de preço desses produtos.

No caso da soja, ela detém 27% dos estoques mundiais, estimados em 60,9 milhões de toneladas.

CONTROLE

"Ela pode usar as reservas para controlar o processo inflacionário. Quando o preço estiver elevado, os estoques são usados para, quando as cotações caírem, voltar às compras para recompô-los", diz Leonardo Sologuren, diretor da Clarivi.

Em razão do forte peso da China nesses mercados, a tendência é que, nos momentos em que ela sai da compra, as cotações caiam.

No cobre, a menor presença da China já reduz o preço. O metal acumula queda de cerca de 11% em 30 dias em Nova York. Em Xangai, a retração se aproxima de 40%.
Folha de São Paulo

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Representantes da Associação Poços Sustentáveis visitam desde ontem a Alcoa Mina de Bauxita de Juruti, no Oeste do Pará.

www.simineral.org.br

[ 12/05/2011 ] [Amazônia - Show / Adenirson Lage - 17 ] 

MMX prevê minério de ferro a US$ 100 no longo prazo

www.simineral.org.br

12/05/2011


RIO DE JANEIRO - A MMX –mineradora do grupo de Eike Batista—informou nesta quarta-feira que tem a expectativa que os preços do minério de ferro fiquem em torno de US$ 100 por tonelada no longo prazo.

O presidente da MMX, Roger Downey, no entanto afirmou que acredita que no curto e no médio prazos será mantida uma demanda muito forte sobre o minério e os preços na China devem circular em torno de US$ 170.

“No longo prazo, acho que os acréscimos de oferta virão, mas serão mais caros do que o previsto, então precisaremos ter mais preço. Haverá dificuldade de oferta. Então, teremos altos custos na próxima década”, estimou ele, em teleconferência de resultados com analistas.

Downey acredita que vai continuar havendo pressão de demanda sobre os estoques. Além disso, o fornecimento deverá ficar cada vez mais crítico. A crise financeira mundial acabou afastando muitos investimentos no setor.

“Vários projetos ainda não engrenaram depois da crise. Nós da MMX também tivemos problemas. Agora estamos evoluindo, mas vários parceiros ainda não o fizeram”, disse.

A expectativa do presidente da MMX é que, com preços mais altos, serão pagos mais royalties, porque são calculados com base nas cotações, e não no volume de produção.

O volume produzido pela companhia no primeiro trimestre foi bastante afetado pelas chuvas do início do ano. “Foi um começo de ano muito difícil. Janeiro foi um mês fraco de produção, mas conseguimos nos recuperar durante o trimestre, com resultados que demonstram que a MMX, mesmo com os desafios e adversidades das chuvas, no trimestre conseguiu resultados positivos”, disse o presidente.

A mineradora iniciou o ano com produção de 50 mil toneladas de minério de ferro em janeiro, elevando o nível para próximo à capacidade apenas em março, quando foram produzidas 80 mil toneladas de minério de ferro.
Valor Econômico

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Governo tenta atrair Vale para terras-raras

www.simineral.org.br

11/05/2011


Metais: Ministro de Ciência e Tecnologia reúne-se em Brasília hoje com executivos da empresa e especialistas

O governo brasileiro decidiu entrar no clube dos países que enfrentam o virtual monopólio da China na produção e venda de terras-raras, minerais como a monazita, usados em componentes fundamentais da indústria eletroeletrônica. Hoje, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloyzio Mercadante, reúne-se com especialistas da área e executivos da Vale, para avaliar a participação da empresa no projeto de exploração desses minérios e seu uso em produtos de maior valor agregado, como imãs de alta potência, usados em equipamentos como turbinas de geração de energia eólica ou discos rígidos de computador.

A Vale informou, por intermédio da assessoria, que não comenta o assunto. Mercadante espera, com otimismo, o relatório da empresa sobre as perspectivas do negócio, que exige apoio governamental e condições de financiamento favoráveis, para enfrentar a concorrência a baixos preços dos chineses e vencer problemas logísticos e de custo para produção desses minerais. As terras raras são encontradas na natureza associadas em pequena quantidade a outros minerais, e o processo de separação até recentemente produzia resíduos corrosivos altamente poluentes.

O projeto de produção de terras-raras no Brasil, com sua transformação em produtos como imãs de alta potência é tema também de negociações de cooperação técnica em inovação com a Alemanha. O governo negocia apoio da fundação Frahnhoffer alemã, e a proposta de transformar a produção de imãs de terras-raras no país em um dos projetos pilotos de cooperação com a Alemanha foi discutida com a missão que, na semana passada, acompanhou a visita do presidente alemão, Christian Wulff, com uma missão empresarial.

"A empresa que reúne mais condições para atuar nessa área é a Vale, minha visão é que (o projeto de produção de terras-raras no Brasil) agregaria muito à Vale", comentou ao Valor o ministro Mercadante, que vê a possibilidade de atrair, para o projeto, a Vale Soluções de Energia, subsidiária da empresa voltada a investimentos em energia sustentável.

Os estudos do ministério, com participação alemã, começaram ainda em 2010, e apontaram o mercado de turbinas eólicas como um dos mais promissores para os futuros imãs de terras-raras a serem fabricados no Brasil. É um mercado que deve aumentar em 1 gigawatt ao ano, nos próximos dez anos, e já há fabricantes de turbinas com essa tecnologia que atuam no Brasil - a GE e a Impsa -, com fábricas no país, As aplicações, porém, são inúmeras, de automóveis elétricos a eletrodomésticos e aparelhos de ressonância magnética.

Hoje, boa parte do uso de terras-raras está concentrado em catalisadores para processamento de petróleo, segundo o professor Osvaldo Antônio Serra, do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP). "Na Argentina também era assim, e eles ficaram sem combustível na Guerra das Malvinas, quando os Estados Unidos suspenderam a venda de catalisadores ao país", lembra o pesquisador. A Fábrica Carioca de Catalisadores (FCC) usa 900 toneladas de um composto de lantânio, uma terra rara, e tem manifestado preocupação com restrições no abastecimento.

Os chineses produzem 97% das terras-raras usadas no mundo. É um mineral indispensável, por exemplo, na produção de telas (displays) eletrônicas usadas em computadores, como os Ipads da Apple, que a empresa taiwanesa Foxconn pretende fabricar também no Brasil. Os preços desses minerais subiram mais de dez vezes nos últimos dois anos, devido ás crescentes restrições ambientais e também ao aumento no consumo da própria China, que hoje absorve 70% da produção interna.

No ministério da Ciência e tecnologia, circula um estudo do pesquisador Chen Zhanheng, publicado no jornal especializado "Journal of Rare Earths", uma publicação científica, que aponta a existência de reservas de terrar raras em 34 países, alguns dos quais, como Austrália e Estados Unidos, decididos a começar a produção. A preocupação em reduzir a dependência em relação à China aumentou após 2010, quando a China embargou as exportações de terras raras ao japão em represália pela prisão do comandante de um barco de pesca chinês em território marítimo sob disputa entre os dois países.

"Consideramos que, se a Vale entrar, teremos a maior mineradora do mundo capaz de dar viabilidade econômica ao negócio", diz Mercadante. Os assessores do ministro reconhecem, porém, que não é simples a criação de condições para dar viabilidade ao projeto, que, se aprovado, deverá começar ainda este ano com apoio de centros de pesquisa e produção em escala muito pequena de óxidos de terras raras para fabricação de protótipos de imãs no país. A reunião de hoje, com a Vale, será decisiva para fazer avançar o projeto, admite Mercadante.
Valor Econômico

Brasil pode virar grande detentor de reservas desse mineral estratégico

www.simineral.org.br

11/05/2011


As terras-raras não são nem terra, nem raras: são minerais e óxidos, alguns tão abundantes quanto o zinco, e a mais rara tão presente no planeta quanto a prata, explica o especialista Osvaldo Antônio Serra, do departamento de química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo. Segundo ele, essas matérias-primas são estratégicas e é um fator de vulnerabilidade do país a dependência de um só fornecedor, a China.

O Brasil já produziu terras-raras, a partir das areias monazíticas da Bahia, tiradas como lastro de navio no século XIX e usadas para fabricação de camisas de lampião a gás na Áustria e na Alemanha. Nos anos 50, com uma empresa privada, a Orquima, o Brasil chegou a produzir óxidos de terras-raras de alto teor de pureza, usados nos componentes do reator no Nautilus, o primeiro submarino atômico do mundo.

Ex-estagiário da Orquima, o professor Serra lamenta que a estatização da empresa, nos anos 1960, tenha levado à gradual desativação da produção de terras-raras, com perda de conhecimento tecnológico e recursos humanos no setor. Quando se descobriu maneiras de adicionar maior agregado aos minerais e óxidos com a produção de magnetos e componentes luminosos, o Brasil já não tinha nenhuma competitividade nesse setor.

O consumo atual de terras-raras, segundo especialistas do setor, chegou a 125 mil toneladas no ano passado, e cresce entre 5% a 10% anualmente. Segundo artigo recentemente publicado em um periódico científico especializado, o Brasil é produtor de 1,5 mil toneladas anuais, com capacidade de aumento. Sete companhias fora da China investem no setor com meta de produzir 24,9 mil toneladas em 2013. O artigo, do pesquisador Chen Zhanheng, da Sociedade Chinesa de Terras-Raras, informa que um desses projetos, com participação japonesa, está no Amazonas.

O pesquisador afirma que, embora a China seja o maior produtor e detentor de reservas do mundo, dados atualizados sugerem que o Brasil pode virar o país com maior quantidade de reservas comprovadas de terras-raras. Atualmente, diz, são necessárias 50 mil toneladas desses materiais fora da China, que devem chegar a cerca de 80 mil em 2015, pela atual taxa de crescimento da demanda. Com a decisão chinesa de estabelecer cotas de exportação para o produto, fornecedores estrangeiros encontrarão uma demanda entre 18 mil e 50 mil toneladas anuais a partir de 2015. Países como Austrália, Cazaquistão e Canadá têm investido fortemente para entrar nesse mercado. (SL)
Valor Econômico

Horizonte Minerals atualiza resultados de projeto de níquel no Pará

www.simineral.org.br

11/05/2011


A júnior Horizonte Minerals revelou nesta terça-feira alguns resultados positivos de seu programa de perfuração do projeto de níquel Araguaia, no Pará. A zona Pequizeiro teve 28 furos efetuados e apresentou uma zona de mineralização consistente, com todos os furos retornando acima de 1% do metal. A melhor intersecção chegou a 2,42% do metal ao longo de 18,6 metros.

Os resultados compõem um programa de perfurações de 8 mil metros, iniciado em outubro e destinado a conhecer melhor os recursos presentes nos alvos Pequizeiro Oeste, Pequizeiro e Baião; até agora, 154 furos foram conduzidos, num total de 4.380 metros. As perfurações feitas pela júnior britânica esse ano serão ampliadas para 20 mil metros, para melhor avaliar os alvos Lontra, nas imediações de Araguaia.
Geologo.com.br