06/04/2011
Só nas últimas 72 horas foram anunciadas várias fusões e aquisições no mundo inteiro - como a aquisição da National Semiconductor pela Texas Instruments, ambas dos Estados Unidos, por US$ 6,5 bilhões, uma oferta não negociada de uma mineradora estatal chinesa por uma firma canadense-australiana, o acordo de US$ 2,4 bilhões da KKR para comprar uma filial da Pfizer Inc., o consórcio de metalúrgicas japonesas que pagou US$ 680 milhões pela americana Arco Aluminum e, ontem, o anúncio de que a Procter & Gamble Co. venderá sua divisão Pringles à também americana Diamond Foods Inc. por US$ 1,5 bilhão.
Até segunda-feira à noite, havia anúncios de acordos com um valor total de US$ 784,1 bilhões neste ano, ante US$ 637,9 bilhões no mesmo período de 2010, segundo a Dealogic. É o maior volume de acordos no mesmo período desde 2007, quando o total dos primeiros meses do ano foi de US$ 1,1 trilhão.
O volume de acordos mostra uma confiança renovada do empresariado e das firmas de investimento em participações - principalmente nos países em desenvolvimento da Ásia - que têm US$ 2,4 trilhões em caixa. Com os juros baixos nos EUA, os custos de financiamento são alguns dos melhores da história.
Os acordos também refletem a liberação de anos de demanda reprimida, já que as fusões tinham praticamente congelado desde o fim de 2007, e também dos temores de que a inflação possa subir e elevar os juros.
Tudo isso acontece ao mesmo tempo em que surgem novos sinais de que as fusões geralmente fracassam. Mesmo assim, uma mudança psicológica levou as empresas a fechar novos acordos - mesmo que por medo de que a concorrência atire primeiro.
Em nenhum outro segmento isso é mais evidente que no negócio das bolsas, em que sete firmas de importância mundial - nos EUA, na Alemanha, no Canadá, na Inglaterra, em Cingapura e na Austrália - lutam para dominar os mercados financeiros mundiais. "Há certas situações em que se você não age agora, pode perder a chance", diz Bruce Evans, diretor de fusões e aquisições nas Américas do Deutsche Bank.
Os realizadores desses acordos podem ter sido motivados ainda mais pelos acionistas, que passaram ultimamente a valorizar empresas que fazem aquisições, impulsionando as ações depois que elas são anunciadas. Geralmente os acionistas punem as empresas que fazem grandes aquisições. A ação da Nasdaq OMX Group, por exemplo, subiu 9% na sexta-feira, depois de ela anunciar uma oferta de US$ 11,3 bilhões pela NYSE Euronext.
O tamanho das transações deste ano tem sido maior que de outros anos, com três até agora avaliados em mais de US$ 15 bilhões cada, ante quatro em todo o ano passado, diz Antonio Weiss, diretor mundial de banco de investimentos da Lazard.
Os maiores acordos não se restringem aos habituais mercados dos EUA e da Europa. Em quase um terço de todos os acordos do ano passado, pelo menos uma das partes veio de um mercado emergente, diz Weiss. O volume de aquisições em emergentes é o maior da história, afirma a Dealogic, totalizando US$ 210 bilhões neste ano, até o momento.
A China se tornou o terceiro país mais presente em transações multinacionais, com um montante de cerca de um terço dos EUA e de mais da metade do valor no Reino Unido, segundo a Dealogic. As firmas chinesas têm buscado mais aquisições em petróleo e gás, e em menor grau de mineração e químicos.
Uma das propostas mais ambiciosas da semana veio da chinesa Minmetals Resources Ltd., que anunciou segunda-feira uma oferta de US$ 6,5 bilhões pela canadense-australiana Equinox Minerals Ltd. A Minmetals é parte de um conglomerado de mineração estatal, cuja última manifestação de interesse em empresas canadenses, em 2004, foi amplamente ridicularizada pelos políticos locais na época.
Mas o sentimento mudou no Canadá desde então e os políticos locais passaram a considerar as aquisições chinesas uma parte necessária do processo de levantamento de capital para investimentos em recursos naturais.
A oferta desta semana é a maior aquisição chinesa desde que a China Petrochemical ofereceu US$ 7,1 bilhões por 40% da Repsol Brasil em outubro passado, segundo a Dealogic.
Apesar da turbulência na economia japonesa, as empresas do país também não se retiraram da roda-viva das aquisições. A Sumitomo Light Metal Industries anunciou segunda-feira que vai liderar um consórcio de empresas japonesas para a aquisição da Arco Aluminum, que era da BP PLC, por US$ 680 milhões.
Empresas e firmas de investimento em participações consideram os próximos meses uma janela de oportunidade, especialmente se a inflação aumentar. As firmas de private equity também precisam aplicar o capital que levantam em novas rodadas de captação de recursos.
A Pfizer anunciou segunda-feira a venda da subsidiária Capsugel, que fabrica pílulas, à Kohlberg Kravis Roberts & Co. por US$ 2,4 bilhões. A firma de private-equity Apax Partners anunciou também a aquisição da Epicor Software Corp. e da Activant Solutions Inc., ambas empresas de software, por um total de US$ 2 bilhões.
O mercado de fusões e aquisições voltou com tudo.
Só nas últimas 72 horas foram anunciadas várias fusões e aquisições no mundo inteiro - como a aquisição da National Semiconductor pela Texas Instruments, ambas dos Estados Unidos, por US$ 6,5 bilhões, uma oferta não negociada de uma mineradora estatal chinesa por uma firma canadense-australiana, o acordo de US$ 2,4 bilhões da KKR para comprar uma filial da Pfizer Inc., o consórcio de metalúrgicas japonesas que pagou US$ 680 milhões pela americana Arco Aluminum e, ontem, o anúncio de que a Procter & Gamble Co. venderá sua divisão Pringles à também americana Diamond Foods Inc. por US$ 1,5 bilhão.
Até segunda-feira à noite, havia anúncios de acordos com um valor total de US$ 784,1 bilhões neste ano, ante US$ 637,9 bilhões no mesmo período de 2010, segundo a Dealogic. É o maior volume de acordos no mesmo período desde 2007, quando o total dos primeiros meses do ano foi de US$ 1,1 trilhão.
O volume de acordos mostra uma confiança renovada do empresariado e das firmas de investimento em participações - principalmente nos países em desenvolvimento da Ásia - que têm US$ 2,4 trilhões em caixa. Com os juros baixos nos EUA, os custos de financiamento são alguns dos melhores da história.
Os acordos também refletem a liberação de anos de demanda reprimida, já que as fusões tinham praticamente congelado desde o fim de 2007, e também dos temores de que a inflação possa subir e elevar os juros.
Tudo isso acontece ao mesmo tempo em que surgem novos sinais de que as fusões geralmente fracassam. Mesmo assim, uma mudança psicológica levou as empresas a fechar novos acordos - mesmo que por medo de que a concorrência atire primeiro.
Em nenhum outro segmento isso é mais evidente que no negócio das bolsas, em que sete firmas de importância mundial - nos EUA, na Alemanha, no Canadá, na Inglaterra, em Cingapura e na Austrália - lutam para dominar os mercados financeiros mundiais. "Há certas situações em que se você não age agora, pode perder a chance", diz Bruce Evans, diretor de fusões e aquisições nas Américas do Deutsche Bank.
Os realizadores desses acordos podem ter sido motivados ainda mais pelos acionistas, que passaram ultimamente a valorizar empresas que fazem aquisições, impulsionando as ações depois que elas são anunciadas. Geralmente os acionistas punem as empresas que fazem grandes aquisições. A ação da Nasdaq OMX Group, por exemplo, subiu 9% na sexta-feira, depois de ela anunciar uma oferta de US$ 11,3 bilhões pela NYSE Euronext.
O tamanho das transações deste ano tem sido maior que de outros anos, com três até agora avaliados em mais de US$ 15 bilhões cada, ante quatro em todo o ano passado, diz Antonio Weiss, diretor mundial de banco de investimentos da Lazard.
Os maiores acordos não se restringem aos habituais mercados dos EUA e da Europa. Em quase um terço de todos os acordos do ano passado, pelo menos uma das partes veio de um mercado emergente, diz Weiss. O volume de aquisições em emergentes é o maior da história, afirma a Dealogic, totalizando US$ 210 bilhões neste ano, até o momento.
A China se tornou o terceiro país mais presente em transações multinacionais, com um montante de cerca de um terço dos EUA e de mais da metade do valor no Reino Unido, segundo a Dealogic. As firmas chinesas têm buscado mais aquisições em petróleo e gás, e em menor grau de mineração e químicos.
Uma das propostas mais ambiciosas da semana veio da chinesa Minmetals Resources Ltd., que anunciou segunda-feira uma oferta de US$ 6,5 bilhões pela canadense-australiana Equinox Minerals Ltd. A Minmetals é parte de um conglomerado de mineração estatal, cuja última manifestação de interesse em empresas canadenses, em 2004, foi amplamente ridicularizada pelos políticos locais na época.
Mas o sentimento mudou no Canadá desde então e os políticos locais passaram a considerar as aquisições chinesas uma parte necessária do processo de levantamento de capital para investimentos em recursos naturais.
A oferta desta semana é a maior aquisição chinesa desde que a China Petrochemical ofereceu US$ 7,1 bilhões por 40% da Repsol Brasil em outubro passado, segundo a Dealogic.
Apesar da turbulência na economia japonesa, as empresas do país também não se retiraram da roda-viva das aquisições. A Sumitomo Light Metal Industries anunciou segunda-feira que vai liderar um consórcio de empresas japonesas para a aquisição da Arco Aluminum, que era da BP PLC, por US$ 680 milhões.
Empresas e firmas de investimento em participações consideram os próximos meses uma janela de oportunidade, especialmente se a inflação aumentar. As firmas de private equity também precisam aplicar o capital que levantam em novas rodadas de captação de recursos.
A Pfizer anunciou segunda-feira a venda da subsidiária Capsugel, que fabrica pílulas, à Kohlberg Kravis Roberts & Co. por US$ 2,4 bilhões. A firma de private-equity Apax Partners anunciou também a aquisição da Epicor Software Corp. e da Activant Solutions Inc., ambas empresas de software, por um total de US$ 2 bilhões.
Valor Econômico
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