04/08/2011
Desde quando comprou as operações da Paranapanema na Amazônia, em 2008, a empresa vem registrando uma queda na produção de estanho, ao mesmo tempo que não conseguiu melhorar a produção de nióbio e tântalo. Com algumas dificuldades técnicas, hoje a empresa produz um pouco mais de 2 mil toneladas de estanho e 2 mil toneladas de ligas de nióbio e tântalo. O estanho representa cerca de 60% da produção da empresa.
Enquanto o estanho é utilizado principalmente na fabricação de soldas e folhas de flandres (chapas de aço estanhado) e na indústria eletrônica, o nióbio é utilizado na produção de aço e o tântalo na indústria de tecnologia.
Praticamente sem expandir as operações, Silva estima que até o fim de 2012 a empresa terá uma capacidade de 12 mil toneladas de estanho e 6 mil toneladas de ligas. Esse resultado deve ser originado apenas do esforço de tornar as operações já existentes mais produtivas. "Nos últimos dois anos e até o fim de 2011, os investimentos vão somar R$ 300 milhões nesses três produtos", afirmou o executivo. "A Minsur comprou a mina com uma série de dificuldades operacionais. Seguimos rotas em Pitinga que tecnicamente não foram as melhores e estamos revendo", completou.
Entre as dificuldades técnicas vivenciadas pela empresa está o reprocessamento dos rejeitos da exploração da mina (cuja duração é de cerca de 25 anos). A Taboca havia calculado que tinha uma reserva de rejeito de 5 a 6 anos. Mas, ao realizar estudos mais detalhados, percebeu que suas reservas são menores. Agora, a companhia estuda evoluir a exploração em rocha da mina, deixando de focar apenas no reprocessamento dos minérios.
A Mineração Taboca tem duas unidades. Em São Paulo, com capacidade de 12 mil toneladas, a metalurgia trabalha o concentrado de cassiterita que chega da mina e o transforma em estanho refinado. A unidade de Pitinga - no município de João Figueiredo (AM) -, por sua vez, processa o nióbio e o tântalo e tem capacidade de 3 mil toneladas de ligas. Essa operação deve ser ampliada, com a compra de um terceiro forno.
A estratégia do grupo controlador é expandir seus negócios no Brasil a partir do próximo ano. Em 2010, a Taboca faturou US$ 80 milhões. Para este ano, espera resultado semelhante. Para 2012, no entanto, as expectativas já apontam para crescimento.
A empresa está em fase de conclusão de um estudo de reserva, que vai definir o que a mina pode oferecer. Daí podem surgir novos minérios com viabilidade econômica de produção. Além disso, está no radar da companhia expandir sua produção no Amazonas. Mas a disponibilidade de energia no local é restrita, já que a operação é abastecida por apenas uma hidrelétrica, da própria Taboca. Sem viabilidade para expandir a hidrelétrica, o executivo estuda construir uma unidade industrial de transformação mineral na região próxima a Manaus, o que faria com que sobrasse energia em Pitinga, para uma possível expansão. A empresa negocia com o governo a garantia de energia elétrica para o novo empreendimento.
A produção de estanho no Brasil é bem concentrada. A Taboca é o único participante grande do mercado. O país é o quarto no ranking das maiores reservas do mundo.
Após cerca de dois anos e meio da compra da mina de Pitinga, na Amazônia, o grupo peruano Minsur - por meio de sua subsidiária brasileira, a Mineração Taboca - ainda não conseguiu concluir o processo de estabilização da produção de seus principais minérios: estanho, nióbio e tântalo. "A expectativa era de que já tivéssemos concluído essa etapa. Estamos investindo na melhoria das operações para ganhar competitividade", afirmou ao Valor João Serafim da Silva, presidente da Mineração Taboca.
Desde quando comprou as operações da Paranapanema na Amazônia, em 2008, a empresa vem registrando uma queda na produção de estanho, ao mesmo tempo que não conseguiu melhorar a produção de nióbio e tântalo. Com algumas dificuldades técnicas, hoje a empresa produz um pouco mais de 2 mil toneladas de estanho e 2 mil toneladas de ligas de nióbio e tântalo. O estanho representa cerca de 60% da produção da empresa.
Enquanto o estanho é utilizado principalmente na fabricação de soldas e folhas de flandres (chapas de aço estanhado) e na indústria eletrônica, o nióbio é utilizado na produção de aço e o tântalo na indústria de tecnologia.
Praticamente sem expandir as operações, Silva estima que até o fim de 2012 a empresa terá uma capacidade de 12 mil toneladas de estanho e 6 mil toneladas de ligas. Esse resultado deve ser originado apenas do esforço de tornar as operações já existentes mais produtivas. "Nos últimos dois anos e até o fim de 2011, os investimentos vão somar R$ 300 milhões nesses três produtos", afirmou o executivo. "A Minsur comprou a mina com uma série de dificuldades operacionais. Seguimos rotas em Pitinga que tecnicamente não foram as melhores e estamos revendo", completou.
Entre as dificuldades técnicas vivenciadas pela empresa está o reprocessamento dos rejeitos da exploração da mina (cuja duração é de cerca de 25 anos). A Taboca havia calculado que tinha uma reserva de rejeito de 5 a 6 anos. Mas, ao realizar estudos mais detalhados, percebeu que suas reservas são menores. Agora, a companhia estuda evoluir a exploração em rocha da mina, deixando de focar apenas no reprocessamento dos minérios.
A Mineração Taboca tem duas unidades. Em São Paulo, com capacidade de 12 mil toneladas, a metalurgia trabalha o concentrado de cassiterita que chega da mina e o transforma em estanho refinado. A unidade de Pitinga - no município de João Figueiredo (AM) -, por sua vez, processa o nióbio e o tântalo e tem capacidade de 3 mil toneladas de ligas. Essa operação deve ser ampliada, com a compra de um terceiro forno.
A estratégia do grupo controlador é expandir seus negócios no Brasil a partir do próximo ano. Em 2010, a Taboca faturou US$ 80 milhões. Para este ano, espera resultado semelhante. Para 2012, no entanto, as expectativas já apontam para crescimento.
A empresa está em fase de conclusão de um estudo de reserva, que vai definir o que a mina pode oferecer. Daí podem surgir novos minérios com viabilidade econômica de produção. Além disso, está no radar da companhia expandir sua produção no Amazonas. Mas a disponibilidade de energia no local é restrita, já que a operação é abastecida por apenas uma hidrelétrica, da própria Taboca. Sem viabilidade para expandir a hidrelétrica, o executivo estuda construir uma unidade industrial de transformação mineral na região próxima a Manaus, o que faria com que sobrasse energia em Pitinga, para uma possível expansão. A empresa negocia com o governo a garantia de energia elétrica para o novo empreendimento.
A produção de estanho no Brasil é bem concentrada. A Taboca é o único participante grande do mercado. O país é o quarto no ranking das maiores reservas do mundo.
Valor Econômico
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